Fragmentos

Monday, January 15, 2007

U-la-lá!

uma das coisas engracadas de se quedar em cartagena a merce do tempo e do vento
foi observar discretamente, praticamente por descuido do olhar, os colombianos
nos espacos publicos de acesso a internet.
publico no sentido nao convencional do termo e sim de nao confidencial, semi aberto.

basicamente o acesso é de paginas com conteudo porno ou arquivos de ppt p.e. com fotos bizarras de obcenas...
agora mesmo:: uma menina do meu lado anotando dicas do kama sutra e um cara do outro vendo uma pagina chamada pornopom.
dias atras estava num dos cybers cuja tela é gigante, e praticamente todo mundo acaba interagindo com o que o outro se ocupa. uma menina muito esculachada passou a abrir ppts de fotos nojentonas, tipo vaginas ursas. tinha uma menininha ali no cyber e a mae, dona do cyber, tapou seus olhos.
o resto dos usuarios comecou a rir meio de canto, desacreditando na naturalidade daquilo (da menina e nao da menininha vendada).
foi uma cena surreal a que se sucedeu: um senhor de cabelos ralos e pintados de henna (tipo cafetao) estava ao lado da moca, no computador encostado na parede.
virou-se e passou a proclamar para todos os presentes que ¨aquilo¨ era um dos unicos e absolutos prazeres gratuitos e saudaveis ainda disponiveis para a humanidade.
afinal, dizia ele, fumar mata, beber mata, comer custa caro.
foder (usou o correto ¨vulgo¨termo em español) ultrapassa todas essas dificuldades e portanto inspirar-se deve ser visto como algo bom.
bradou que todos (ali, no mundo, sei lá) estavam castrados mentalmente e supostamente se viram no direito de reprimir a mocinha, a qual a esta altura abria mais e mais janelas com itens grotescos e gostosos (no seu ponto de vista).

a partir do momento que a moca o fez,
pedia interacao, queria atencao.
virtualmente ter prazer naquele instante significava na minha opiniao
obter prazer pelo ato de escancarar peitos, bundas, òrgáos internos...
simbolizava mais que uma descarga de pulsacoes, uma provocacao um tanto
carente

nao discuto a vulgaridade
achei interessante o contexto criado, a discussao do veio...
mas avaliei o tratamento do ¨sexo facil e barato, pero virtual¨ como castrado em si

1 Comments:

Blogger O Meio do Mundo said...

Isso, minha jovem!
Não se deve mesmo amaldiçoar o contexto. Deixar rolar pra ver o que virá dele. Permitir a discussão, a exposição de idéias.
Pero castro, si.
Besos, chica!



Deco Uja

8:46 AM  

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