Fragmentos

Wednesday, December 06, 2006

Stay UP forever ! !

Gosto muito da síntese.

Especialmente pq alguém feita de fragmentos ou retalhos,
ora ou outra se depara com epifanias. E sente um prazer
indescritível, indecifrável aos olhos alheios.
A tal da "Eureca!".

Ir dos fragmentos à síntese é um percurso bacana, pq depende
do nosso esforço em fazê-lo. Na verdade o que estamos praticamos
todos os dias é o percurso inverso: desmontar as sínteses, ou o
esquema de recepção/produção de mensagens do nosso cérebro,
através da decodificação de algumas partes delas segundo um
framework conhecido.


No nosso cérebro as informações são recebidas/processadas
de forma bruta. Ou seja, o conteúdo vem bruto, não se distingue
nem tempo nem espaço.
É só a partir da abstração (?) que passamos a decodificar as
mensagens, fragmentando-as.

Quando a gente sonha, o "conteúdo produzido" não passa como um filme
mas é percebido como tal quando a gente acorda.

É como se a gente entrasse numa tela de jogo de computador e pudesse mexer na interface com um mouse. O mouse destacaria alguns objetos que a gente desejasse; eles apareceriam como pop-up. Mas nem por isso a gente não apreenderia todo o mais que estivesse inscrito naquele jogo: absolutamente tudo seria percebido pela nossa mente, de uma vez só.

O que acontece quando alguém tem uma idéia?
Acontece a decodificação de uma parte daquela mensagem ou daquele pensamento na íntegra. Desmembra-se por exemplo a ponta do iceberg...

A "troca de idéias" é importante pq serve para "tatear" os outros fragmentos que estÃo ali, postos na mensagem. Trocas de idéias ou brainstormings vão construindo sínteses (ou remontando-as).

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