oooooooooooooooooooo
vinho
desde o meio dia
pra celebrar o antonio
coisa fofa...lindo lindo!!!!
estou super orgulhosa de ser sua tia!
vinho, sushi, sushi, vinho
bomba
nossa, segurando minha cabeça pra ela ficar em pé
vinho
Um dos maiores desafios na abordagem da Amazônia é vê-la tal qual ela é (o que acaba levando a ver várias Amazônias). A região provoca o imaginário de todos que se interessam por ela. Os espanhóis, os primeiros europeus a formareum uma idéia completa sobre a Amazônia, batizaram-na a partir da mitologia grega. "Viram" guerreiras amazonas em combate, mesmo que inexistentes. Alexander Humboldt classificou-a de celeiro do mundo, no século 18, mesmo sem ter penetrado no núcleo amazônico. O governo português, que controlava a região, proibiu a entrada do sábio alemão. Considerava-o um espião.
Estamos começando de fato a fazer antropologia simétrica, que é antropologizar o 'centro' e não apenas a 'periferia' de nossa cultura. O centro da nossa cultura é o estudo constitucional, é a ciência, é o cristianismo.

Acho fascinante isso de acusações de feitiçaria entre grupos indígenas do Xingu sendo ventiladas em cartas à redação da Folha. Eu acho que essa coisa de modernização, depois de pós-modernização, de globalização, não quer dizer que os índios estejam virando brancos e que não haja mais descontinuidade entre os mundos indígenas e o 'mundo global'... As diferenças não acabaram, mas agora elas se tornaram comensuráveis, coabitam no mesmo espaços: elas na verdade aumentaram seu potencial diferenciante. Assim no mesmo jornal você pode ler as platitudes político-literários do Sarney, um empresário discorrendo sobre as propriedades miraculosas da privatização, um astrofísico falando sobre o big bang - e um Kayapó acusando um Kamayurá de feitiçaria! Tudo no mesmo plano, na mesma 'folha'. Bruno Latour, em seu Jamais fomos modernos (1991), insiste com muita pertinência nesse fenômeno.
Sabemos que as ciências sociais, na ideologia oficial, são todas ciências provisórias, precárias, de segunda classe... Toda ciência deve se mirar no espelho da física...

...Perspectivismo:::: a concepção indígena segundo a qual o mundo é povoado de outros sujeitos ou pessoas, além dos seres humanos, e que vêem a realidade diferentemente dos seres humanos.
Pensando sobre uma frase antiga, publicada em Droit Temporaire, me sinto obrigada a confirmar para mim mesma que
Essa coisa de umbiguismo me traz sempre a cabeça que o umbigo narrador acaba preso às palavras, ou às ações ou às crônicas que pretende relatar. Quero dizer que, a vida do cara acaba sendo moldada pelas narrativas que ele pretende expôr: pensar em fazer já pensando em escrever; fazer racionalizando as atitudes em palavras; acordar pensando em parágrafos, não dar tempo para que o tempo dê conta das situações mas propor justamente biópsias diárias.
Como cópia, vou me permitir copiar o exercício que um brother aí fez.